quarta-feira, 10 de outubro de 2012

DEZ DE OUTUBRO


Hoje, no décimo dia do décimo mês do ano de 2012, é dia de celebrarmos mais um aniversário na vida destes dois. Meus dois irmãos, meus dois amigos. Um de sangue, o outro por consideração. Um de casa, outro da rua. Um da luz da lâmpada, outro da luz da lua.
Passando apenas para desejar um ótimo dia, mesmo nesta distância quilométrica que nos separa. Muita saúde, felicidades, paz e sabedoria e proteção de Deus.
Saudades dos passeios de carro, de bicicleta e a pé. Das peladas sagradas nas quadras da vida. Das molecagens em tons de seriedade e dos assuntos sérios que terminaram em brincadeiras. Dos risos, das gargalhadas. Às vezes ao pé de alguma esquina, às vezes sentados em alguma calçada.
Essa separação não é nada, perto do que nós três somos. Por isso, ainda estamos aqui, juntos, a nosso modo. Contra tudo e contra tolos. Mesmo sem aperto de mãos, sem gols, sem voz e sem risadas.
Roubei uma folha de papel em branco, peguei uma caneta da tinta azul sem bocal, emprestada, e, munido de verdade e sinceridade, deixei o meu recado. Escrevi este texto pra lembrar que ainda existem amizades verdadeiras. Não estou nem me importando pra que ler isso aqui e chamá-lo de besteira. Quem pensa igual a mim, pode entrar, sentar e se divertir.
Meu amigo, meu irmão, escrevi com a direita mão, mas saiu da mente, do meu coração. Um brinde a vocês! A nós! À  amizade! À vida e a mais uma folhinha rasgada do calendário! Daqui, no lar, levanto um copo sem álcool. Daí, no bar, levantem um brinde moderado.

Texto: Brasilino Júnnior, escrito em Pedreiras-MA, dia 10 de outubro de 2012 às 10:10 am.

*O primeiro parágrafo contém versos de Pra Não Dizer Que Não Falei do Ódio, do poeta Projota.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DE TIO PARA SOBRINHA (ISABELLE DIZ: -TIO, VEM SER FELIZ!)


Minha princesa Isabelle, hoje, abençoada por Deus completa mais um ano de vida. Em nenhum desses momentos, estive por perto. Nem sequer em seu nascimento. Contudo, mesmo de longe não deixo de te amar. Oro para que você, junto com outras crianças de tua geração, façam a diferença quando crescerem. Sejam meninas diferentes das mulheres que nada querem, que dão valor maior às coisas terrenas e passageiras desta vida e menos às coisas de Deus, do coração.

Conforto-me apenas ao ouvir sua voz ao telefone com palavras quase indecifráveis ao ouvido. Elas me inspiram a viver mais confiante no futuro. Nunca esquecerei em uma de nossas despedidas, dos seus braços, abertos em minha direção: Pedindo em gestos para que eu a tirasse do chão e a envolvesse em meus magros braços de grandes mãos.

Olhando suas fotos nesta triste madrugada, ao som do silêncio que a noite traz, eu dou bom-dia antes de todos, embora o dia nem começou direito e o sol não tenha subido ao seu camarote.

Espero que você seja no porvir a minha alegria tanto como nesta hora. Que eu possa renovar minhas forças em teu abraço e nas tuas pequenas pernas que me indicam o caminho para passear até a algum objeto inalcançável na prateleira ou estante. Sua festa já é a alegria que eu necessitava para seguir minha jornada. *Tentei chorar e não consegui, pois Isabelle diz: “-Tio, vem ser feliz!”




São Luís-MA,30 de agosto de 2012, 02:10 am da madrugada.


*Verso de” Índios”, da Legião Urbana.

quarta-feira, 14 de março de 2012

MAIS UM DESABAFO...


Não há como não se identificar com este brilhante texto chamado
MEU CABELO, UMA ARMA NESSA GUERRA SOCIAL. Pois ele trata da minha
vida pessoal atual. Só um negro pra entender um outro negro, só um irmão pra
conhecer a dor de outro irmão! Já ouvi absurdos a meu respeito por causa do meu
cabelo. Como assim? Meu caráter se define atráves do estilo e penteado do meu
cabelo? Nos ensinam na escola enquanto crianças que somos um país multi-racial,
multi-facetado... Somos brancos, somos índios, somos negros, enfim, somos a
mistura que nenhum outro país tem! Eu aprendi isso no primário! Mas a verdade é
que os livros de História distorcem a verdadeira história. E eu já tô falando
do Ensino Médio, da Princesa Isabel, Abolição da Escravatura e 13 de Maio! Esse
texto
é perfeito. Diferente do que
é a nossa vida, do preconceito. Me fez lembrar das músicas que sempre ouço. Sem
Preconceito (Túlio Dek e Thaíde), Só Deus Pode Me Julgar/O Preto em Movimento
(MV Bill), Raçaman (Natiruts) e I'm Not My Hair (Indie Arie e Akon). Digamos não ao preconceito!
Vamos respeitar, pois assim obteremos respeito! Vamos "negrejar" já!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

GAROTOS COM DEFEITOS SÃO OS CARAS PERFEITOS
Meninas/ mulheres, não procure por meninos/ homens que não lhe querem. Não procure caras que não erram, mas sim pessoas que saibam pedir desculpas. Não procure garotos ricos de berço. Procure pessoas que trabalhem e que te dê presentes com o dinheiro do próprio suor. Não procure filhinhos-de-papai para casar, procure aqueles que gostem de trabalhar, ou, pelo menos, fiquem desorientados quando estão desempregados. Não procure os fortões, procure homens fortes sim, mas intelectualmente. Essa força um dia trará de volta sua auto-estima, a outra só servirá para te pôr para cima (fisicamente falando) quando você torcer o pé!
Não faça uma escolha de acordo com a cor da pele. Repare na cor da sua alma, na cor do brilho de seus olhos. Ame quem Deus escolheu para o seu caminho! Ame quem seu coração percebeu. Fuja dos que dão porrada, dos que agridem verbalmente (Os brutos não amam). Eles não saberão dar carinho. Não ame o que a moda, os padrões culturais ou que as outras pessoas querem. Afinal, você é quem vai viver sua vida, não eles. Opinião conta apenas se você pedir, mas a decisão final será sua.
Não procure um atleta famoso, procure apenas um atleta. Anônimo para o resto da humanidade, mas conhecido entre o seu círculo de amizades. Procure um moço-família, de boa família e que queira constituir com você uma família. Se ele não for um bom filho, um bom irmão, esqueça. Se ele não for bem visto pelos seus próprios familiares e não deseja o bem daqueles que o amam, dificilmente ele conseguirá transmitir bom sentimento para alguém que ele acabou de conhecer!
Não procure um cara que torça para o mesmo time de sua família. O contrário trará, se ambos quiserem, divergências. Mas será apenas mais uma das muitas que você encontrará em seu relacionamento. A vida é um jogo, mas não é igual a uma partida de futebol.
São Luís-MA, 22 de novembro de 2011.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

LIÇÕES DE UM AMIGO







Não me chame de amigo se para você não sou um amigo. Não diga que me adora se isto não for verdade. Não me chame de amor se você não souber o seu significado no dicionário. Aproveite a ocasião para ver também as outras palavras citadas acima. Todas elas se encontram na letra A.

Nós costumamos descobrir nossos amigos de verdade nas adversidades, mas a amizade não se restringe somente a estes momentos. Por isso, não me procure apenas para você chorar no meu ombro, pois assim me torno quase um psicólogo voluntário, sempre à espera de suas tristezas, desilusões e decepções.

Procure-me também, principalmente, na alegria, nos seus momentos bons. Mesmo que seja apenas um: "-Oi, estou bem! E com você?" Uma desculpa para o início de uma nova e longa conversa.

Você me diz que sou seu único, melhor amigo. Que me desabafa fatos que não compartilha com mais ninguém. Que me procura sempre, pois sabe que tenho as palavras certas. Que viria sempre até à minha casa se a gente morasse mais perto...Mas na boa, isso não é certo!

Amizade é como um casamento, só que sem sexo! Na dor, na saúde, na terceira idade, na juventude, na saudade ou na mesma cidade... Se assim não for, tudo não passa de uma falsa verdade.

A amizade é uma troca de experiências, sejam elas boas ou não. E eu também tenho os meus momentos blues. Sou humano e, às vezes, preciso de alguém que não enxugue minhas lágrimas, mas tenha sempre um lenço para eu enxugá-las.





Texto escrito em São Luís-MA, dia 19 de novembro de 2011.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

É CEDO PRA DIZER SE TE AMO

Saí de casa como nos tempos de escola, quando eu costumava dar um rolê de bike todas as noites. A diferença é que eu não tinha mais minha magrela nem os amigos daquela época. Mas isso pouco importa...
Conheci ela numa festa de Halloween que não fui. Ela estava na fila de entrada e eu passeava pela calçada, numa bicicleta emprestada. Consegui seu nome e telefone naquela mesma noite, mas acho que só entrei em contato dias depois.
Depois de um mês, já estávamos devidamente apresentados um ao outro, mas parecia que não tínhamos nada em comum. Para mim, ela era apenas mais uma chata que conhecera, daquelas bem patricinhas que têm tudo em casa e nada na cabeça: de pernas pro ar, enquanto a doméstica tira o pó do sofá! Para ela, eu era um cara sério, que não suportava brincadeiras, tipo um velho carrancudo, sempre entediado e reclamão em tempo integral.
Com o passar dos dias, ambos perceberam que a primeira impressão não é a que fica. Tínhamos mais coisas em comum do que podíamos imaginar: músicas, bandas, compositores, estilos musicais, citações, literatura, artes plásticas, etc. A cada encontro, a cada conversa, um gelo era quebrado, e um aprendia com o outro. Eu me impressionava com sua forma de ver o mundo. Além de ser uma menina batalhadora e de mãos trabalhadoras, era uma desenhista de mão cheia. Fora o fato de ter um amor maternal por seus bichos de estimação: Xandy, o cachorro e Hayley, a gata.
Aliás, como ela pôde se render à antiga cantada "A gatinha tem telefone?" Essa é mais velha que eu e nunca tinha experimentado com nenhuma outra garota. Falei apenas para fazer uma piada. Já esperava ela me chamar de ridículo, mas para minha surpresa, ela achou engraçado ouvir aquilo de alguém que para ela tem um "jeitinho intelectual".
Bem, outubro acabou, novembro passou e hoje já faz um mês do último Natal. Mas é cedo ainda para qualquer especulação, seja ela positiva ou não. Mas tenho na memória, na pasta onde guardo as lembranças agradáveis, uma conversa ao telefone uma noite antes dela viajar, um passeio pelas praias ludovicenses (que ainda não aconteceu), um presente seu (um desenho que ela ainda não criou, segundo ela "A inspiração ainda não chegou.") e um abraço que ela me pediu...
Se for realmente relevante e marcante os próximos instantes, será para o papel e minha caneta, interessante.

São Luís-MA, 25 de janeiro de 2011-12:45 pm

sábado, 15 de outubro de 2011

MEU LADO CRIANÇA, MEU LADO POETA

Outubro é o mês que se comemora o Dia da Criança (dia 12) e o Dia do Poeta (dia 20). E eu, como poeta que sou e criança que fui, percebi que esses dois distintos personagens nunca irão deixar de existir em mim. Pelo menos, enquanto eu existir...
Meu lado criança me diz para eu andar de bicicleta sem lugar certo para ir. Meu lado poeta me diz para eu ir até a um determinado local e ali ficar por um bom tempo, vendo as crianças passearem em suas bikes.
Meu lado criança me ordena para eu brincar sem ter hora para acabar. Enquanto meu lado poeta sugere-me que eu escreva até o dia acabar. Não importa para quem ou sobre o quê!
Meu lado criança me fala que posso ficar descalço e jogar futebol na rua debaixo de um sol escaldante, até o dia escurecer. Já o meu lado poeta me leva até à praia e me deixa contemplar as ondas vindo ao meu encontro, admirado com o sol se pondo, com os pés na areia!
Ah, esses dois! Tão próximos e tão distantes. Às vezes surgem quando não deveriam. Quando estou criança, o poeta me aparece com uma inspiração de última hora. Então, lá vou eu escrever para aquele poema não se perder. Quando estou poeta, a criança me surge, atendendo ao pedido dos amigos para brincar de empinar pipa.
Me permito ser criança às vezes, porque posso chorar sem se sentir constrangido, rir sem chegar ao ponto de ser ridículo. Posso sonhar com um brinquedo que nunca tive, posso desejar o colo dos meus pais como outrora.
Me permito ser poeta às vezes porque posso consolar com meus versos quem está longe dos pais, nas ruas, nos sinais, sem brinquedo, posso criticar o ridículo da vida e enaltecer o que é bonito. Posso desabafar meus sentimentos e pensamentos no papel.



"Eu sou peço a Deus um pouco de malandragem.
Pois, sou criança e não conheço a verdade.
Eu sou um poeta e não aprendi a amar!" (Cazuza/Frejat) 



13 de outubro de 2011-São Luís-MA