quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

É CEDO PRA DIZER SE TE AMO

Saí de casa como nos tempos de escola, quando eu costumava dar um rolê de bike todas as noites. A diferença é que eu não tinha mais minha magrela nem os amigos daquela época. Mas isso pouco importa...
Conheci ela numa festa de Halloween que não fui. Ela estava na fila de entrada e eu passeava pela calçada, numa bicicleta emprestada. Consegui seu nome e telefone naquela mesma noite, mas acho que só entrei em contato dias depois.
Depois de um mês, já estávamos devidamente apresentados um ao outro, mas parecia que não tínhamos nada em comum. Para mim, ela era apenas mais uma chata que conhecera, daquelas bem patricinhas que têm tudo em casa e nada na cabeça: de pernas pro ar, enquanto a doméstica tira o pó do sofá! Para ela, eu era um cara sério, que não suportava brincadeiras, tipo um velho carrancudo, sempre entediado e reclamão em tempo integral.
Com o passar dos dias, ambos perceberam que a primeira impressão não é a que fica. Tínhamos mais coisas em comum do que podíamos imaginar: músicas, bandas, compositores, estilos musicais, citações, literatura, artes plásticas, etc. A cada encontro, a cada conversa, um gelo era quebrado, e um aprendia com o outro. Eu me impressionava com sua forma de ver o mundo. Além de ser uma menina batalhadora e de mãos trabalhadoras, era uma desenhista de mão cheia. Fora o fato de ter um amor maternal por seus bichos de estimação: Xandy, o cachorro e Hayley, a gata.
Aliás, como ela pôde se render à antiga cantada "A gatinha tem telefone?" Essa é mais velha que eu e nunca tinha experimentado com nenhuma outra garota. Falei apenas para fazer uma piada. Já esperava ela me chamar de ridículo, mas para minha surpresa, ela achou engraçado ouvir aquilo de alguém que para ela tem um "jeitinho intelectual".
Bem, outubro acabou, novembro passou e hoje já faz um mês do último Natal. Mas é cedo ainda para qualquer especulação, seja ela positiva ou não. Mas tenho na memória, na pasta onde guardo as lembranças agradáveis, uma conversa ao telefone uma noite antes dela viajar, um passeio pelas praias ludovicenses (que ainda não aconteceu), um presente seu (um desenho que ela ainda não criou, segundo ela "A inspiração ainda não chegou.") e um abraço que ela me pediu...
Se for realmente relevante e marcante os próximos instantes, será para o papel e minha caneta, interessante.

São Luís-MA, 25 de janeiro de 2011-12:45 pm

sábado, 15 de outubro de 2011

MEU LADO CRIANÇA, MEU LADO POETA

Outubro é o mês que se comemora o Dia da Criança (dia 12) e o Dia do Poeta (dia 20). E eu, como poeta que sou e criança que fui, percebi que esses dois distintos personagens nunca irão deixar de existir em mim. Pelo menos, enquanto eu existir...
Meu lado criança me diz para eu andar de bicicleta sem lugar certo para ir. Meu lado poeta me diz para eu ir até a um determinado local e ali ficar por um bom tempo, vendo as crianças passearem em suas bikes.
Meu lado criança me ordena para eu brincar sem ter hora para acabar. Enquanto meu lado poeta sugere-me que eu escreva até o dia acabar. Não importa para quem ou sobre o quê!
Meu lado criança me fala que posso ficar descalço e jogar futebol na rua debaixo de um sol escaldante, até o dia escurecer. Já o meu lado poeta me leva até à praia e me deixa contemplar as ondas vindo ao meu encontro, admirado com o sol se pondo, com os pés na areia!
Ah, esses dois! Tão próximos e tão distantes. Às vezes surgem quando não deveriam. Quando estou criança, o poeta me aparece com uma inspiração de última hora. Então, lá vou eu escrever para aquele poema não se perder. Quando estou poeta, a criança me surge, atendendo ao pedido dos amigos para brincar de empinar pipa.
Me permito ser criança às vezes, porque posso chorar sem se sentir constrangido, rir sem chegar ao ponto de ser ridículo. Posso sonhar com um brinquedo que nunca tive, posso desejar o colo dos meus pais como outrora.
Me permito ser poeta às vezes porque posso consolar com meus versos quem está longe dos pais, nas ruas, nos sinais, sem brinquedo, posso criticar o ridículo da vida e enaltecer o que é bonito. Posso desabafar meus sentimentos e pensamentos no papel.



"Eu sou peço a Deus um pouco de malandragem.
Pois, sou criança e não conheço a verdade.
Eu sou um poeta e não aprendi a amar!" (Cazuza/Frejat) 



13 de outubro de 2011-São Luís-MA

sexta-feira, 27 de maio de 2011

UMA ÁRVORE, UMA CRIANÇA, UM LIVRO












Desde que me entendo por gente, ouço que para termos plenitude nesta vida, devemos escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore. Na verdade, não sei quem disse isso, mas sempre achei interessante esta afirmativa. Mas, realmente, será que é simplesmente isso?
Portanto, não apenas regue uma semente para que ela torne-se um dia uma árvore. Cuide dela quando ela estiver grande e não fique apenas nesta. A natureza agradecerá sua contribuição! Plante quantas achar necessário, de qualquer espécie.
Não apenas faça um filho. Faça-o com amor e espontânea vontade. Eduque-o. De preferência, com a mãe da criança ao lado, e que esta seja sua mulher. Todo pequeno ser precisa crescer num lar com a presença de ambos. Dê a ele um irmão. A relação fraternal trará a eles benefícios com as demais pessoas.
Não apenas escreva um livro, escreva algo original, que venha da sua mente e coração. Qualquer um é capaz de escrever, mesmo sendo analfabeto. As idéias nascem primeiro na cabeça para depois partirem para o papel. Quem não sabe escrevinhar ou escreve, mas desconhece o bom português, procure um professor. Seu livro poderá não virar um best-seller, mas isso não irá dizer que será considerado ruim. Há muitos livros bons, porém distantes de muitas estantes. Didáticos ou paradidáticos, ficção ou romance, não importa o gênero. Afinal, "escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca idéias." (Pablo Neruda) E "o ato de escrever é a arte de sentar-se numa cadeira." (Sinclair Lewis)



Por isso, procure uma boa terra para plantar, uma mulher para casar e um caderno para rabiscar...




15 de maio de 2011-São Luís-MA

sábado, 7 de maio de 2011

DECLARAÇÃO

MÃE,

EU

TE

AMO

TODOS OS DIAS,

NÃO SÓ NO DOMINGO DE MAIO!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

ONIPRESENÇA

Deus está nos galhos das árvores, no canto dos pássaros, no vento. O vejo nas pessoas boas. E naquelas que acreditam que um dia irão voltar a viver. Ele está em mim, em você. Nas linhas deste texto que você por curiosidade começou a ler.
Deus está na natureza que o homem não soube compreender e preservar. O vejo na palavra de um papa ou de um pastor. No canto das vozes que ecoam das igrejas. Não no vício que embriaga, que entorpece, de quem agradecer a Ele esquece.
Deus está nos nossos melhores dias, em nossas felicidades. Também nos nossos piores dias, nas nossas adversidades. Ele está sempre ali, do nosso lado. Ouvindo nossos risos e gargalhadas. Ouvindo nossos gemidos e lágrimas.
Deus está no céu e na terra. Deus está no mar e no ar. Na nossa fé! Na nossa caminhada: a pé, no banco do carro, no avião, no trem, na bicicleta. Na nossa corrida. No nosso cansaço. No nosso esforço. Na nossa superação. Em nossas orações.