Queria que se tratasse de uma mentira. Mas não é... É sempre triste dizer "adeus" a quem nunca queremos dizer nem ao menos um "tchau".
Rubem era meu amigo, embora ele nem soubesse da minha humilde existência. O conheci numa noite do dia 14 de setembro de 2006 em uma livraria e o trouxe para conhecer minha casa. Eu dei você a mim de presente justamente poucas horas antes do seu aniversário! Desde então, Rubem dialogava comigo através da sua fala escrita ou verbalizada.
Estou perdendo hoje um amigo escritor. E justo neste mês de julho, onde comemoramos o Dia do Amigo e o Dia do Escritor. Aliás, vinha esperando com ansiedade esta última data para homenageá-lo. Farei a homenagem assim mesmo. Mesmo que ele não possa saber e que outros possam me chamar de oportunista. Não ligo. Em meio a esta dor não ouvirei insulto, elogio ou qualquer outra coisa que me digam. Só escutarei a voz sábia de Rubem, que quando falava, a minha se calava.
Quando eu nem pensava em escrever, o que quer que fosse, Rubem já era Rubem. Eu fui um dos seus últimos amigos que ele fez, mas aproveitei ao máximo a sua doce e poética companhia. Ele sempre tinha algo a ensinar e eu, disposição para aprender.
No fundo a gente sabe que essa hora vai chegar, mas fingimos que não. Ah Rubem, como sentirei saudades de você, cara! Você estava na minha lista dos melhores e ninguém vai conseguir te tirar deste seu lugar. Suas palavras eram tão suas e, ao mesmo tempo, tão minhas. Mesmo que algumas delas tenham sido ditas antes da minha chegada a este mundo do qual você se despede.
Você escreveu tantos livros, mas eu vou sempre amar com o mesmo amor aquele intitulado Se eu pudesse viver minha vida novamente... Quanta genialidade! Quanta simplicidade! Sempre que o relia sentia uma admiração a mais por ti. E não faz muito tempo que fiz isso pela última vez. Mês passado, para ser mais exato. Rubem, desculpa o palavrão, mas você era f***! E é desta forma meio feia que termino este texto que não tem fim, porque a saudade que já sinto de ti não terá também um final.
Brasilino Júnnior, 19 de julho de 2014, 08: 31 pm
"Uma vez escrevi uma crônica sobre um amigo muito querido que morrera. Muitas pessoas ficaram tristes comigo pela morte do meu amigo. Mas uma delas me disse: 'Choro, não pela morte do seu amigo. Choro porque sei que não chorarei como você chorou pela morte de nenhum dos meus amigos...' "
(Rubem Alves)
sábado, 19 de julho de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
A UM POETA BRASILEIRO CHAMADO RENATO RUSSO
Júnior para os familiares, Renato nasceu num dia como hoje, há
54 anos atrás. Dono de uma das mais belas vozes que o Brasil já teve, cantou em
inglês e italiano, honrando o sobrenome Manfredini. Mas foi em bom português
que ele se imortalizou, quando ainda estava entre nós, nos versos escritos por
ele para a fantástica banda de rock Legião Urbana, que ele fundou com o
baterista Marcelo Bonfá e que teve na formação até o fim o Villa-Lobos Dado (o
guitarrista belga é sobrinho-neto do músico Heitor de mesmo sobrenome) e por
três discos o baixista Renato Rocha, vulgo Negrete.
Apesar do Russo, era bem brasileiro! Apesar
de se ver apenas como letrista, era bem
poeta! E apesar de não ser um dançarino, tinha uma dança única nos palcos, que
era uma manifestação raivosa, mas também engraçada de se ver! Com seus amigos
Dado e Bonfá e sua música urbana para acampamentos, rodou o país inteiro com
turnês que sempre enchiam as platéias de legionários! Eu sou um dos muitos que
não viveram esse privilégio. Quem me dera ao menos uma vez cantar sem errar
aquelas estrofes de Índios!
Através das músicas, contou que em sua
infância sentiu vontade de ir embora no seu primeiro dia na escola, e, ao sair
dela, desenhava com giz e tijolo o sol na calçada depois de uma chuva. Tinha
professoras com nomes incomuns, como Edilamar e Esperança e fingia ser soldado
durante a tarde inteira quando as meninas estavam distantes. Já na juventude,
foi um trovador solitário, mas gostava da idéia de ter uma banda, tanto que
antes da “carreira-solo”, era integrante da rebelde Aborto Elétrico. Pela falta
de gasolina e carro, às vezes, se amarrava em andar a pé na chuva para fugir do
tédio com “t” maiúsculo, de quem só sabia quem em Brasília vivia, em meio ao
regime da ditadura militar. Falava por horas e horas e horas ao telefone,
possivelmente sobre som, com algum punk da Turma da Colina.
Em sua arte, falou de si próprio com a mesma
capacidade que falou dos anseios e angústias dos jovens. Criou como ninguém
personagens como Eduardo, Mônica, João de Santo Cristo, Maria Lúcia, João
Roberto, Clarisse... Questionou como poucos o Brasil em que moramos e afirmou
que o mesmo é o país do futuro! De uma forma perfeita, celebrou com estupidez o
lado podre da nossa república e emplacou hits atrás de hits, como as canções
sem refrões Faroeste Caboclo e Há Tempos. A genialidade do trio de músicos foi
capaz de criar melodias memoráveis como, pra citar algumas: a balada Angra dos
Reis, o blues Pais e Filhos, a paradisíaca Vento No Litoral e a valsa Longe Do
Meu Lado (que por sinal tem na poesia da letra uma seqüência de quase vinte
versos terminados com a mesma sonoridade).
Mesmo vivendo uma tempestade interna, não
deixou de pensar nos mais novos, como em L’Avventura, Aloha, Dezesseis e O
Livro Dos Dias. E o que dizer de A Via Láctea, o último sussurro poético de
Renato Russo? Até na dor de uma febre ele foi brilhante e forte. Emocionou até
os corações não-roqueiros. Dado Villa-Lobos falou em uma entrevista que o seu
canto magnífico era capaz de fazer alguém chorar com um simples “Parabéns pra
você...”
Renato Russo é pra sempre e, nesse caso, esse
pra sempre nunca acaba!
Desses 54 anos, todos foram feitos pra mim.
E quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra
você!
Texto de
Brasilino Júnnior, escrito dia 27 de março de 2014, às 05:20pm, em São Luís-MA.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
TINGA E O 12º ADVERSÁRIO
Até
o último dia 12/02, Tinga não era tão conhecido pelo grande público que não
acompanha os noticiários futebolísticos diariamente. Poderia ter sido
apresentado a eles de uma forma mais bonita. Craque como ele é, sendo destaque
de todos os times pelos quais passou, bem que podia ser com um gol em uma final
de campeonato. Daqueles que se repetem exaustivamente nos programas esportivos,
de tão lindo e emocionante. Ou, quem sabe, com um drible único e desconcertante
no adversário. Capaz de fazer a imagem rodar o mundo e crianças de todos os
continentes tentarem reproduzir igual nas peladas com os amigos.
Mas não. Tinga ganhou notoriedade no Brasil
e no mundo por um outro motivo. Bem menos desportivo e mais desumano. Feio e
infelizmente, ainda, comum. Seja no futebol ou fora dele. Jogando no Peru,
defendendo a camisa do atual campeão brasileiro Cruzeiro, o volante foi
obrigado a ouvir da torcida local vozes que imitavam a sonoridade de um macaco, a cada vez que este mantinha a posse de bola. E pensar que ele tocou na bola
por várias vezes… Sabe-se lá o que se passava
na cabeça dele quando sentia que a bola chegaria novamente a seus pés… Particularmente,
torci para que fizesse um gol e calasse, ao menos por instantes, a boca
daqueles que se sentem superiores a outros pela tonalidade da pele.
Há quase dez anos, o mesmo Tinga foi
injustiçado ao ser expulso de campo por simular um pênalti. Lembro bem da sua
fisionomia ao ver aquele cartão vermelho, era quase de choro! Não era para
menos: seu time na época, o Internacional, ficaria com um homem a menos, sem o
pênalti para cobrar e, posteriormente a isso, sem o título, devido a esse e
outros tantos ” erros” de arbitragem.
Desta vez, se quisesse, Tinga
poderia sair de campo. Tinha razão se assim fizesse. Mas não fez isso. Permaneceu
firme até o fim, honrando seu futebol de cabeça erguida. Ao final da partida,
foi cercado por repórteres de várias nacionalidades. E em bom português,
mostrou seriedade e maturidade ao tratar desse delicado tema que é o racismo, esse
mal que continua vivo na sociedade, embora muitos afirmem que ele não existe mais.
Televisionado ou visto a olho nu, machuca quem sente, independente se é famoso
ou anônimo.
Tem faltado justiça, por isso aconteceu com
o Tinga o que vem acontecendo há décadas com outros jogadores, em outros times,
em outros gramados…
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
BOLHAS
Levantei com dores
horríveis nas pernas neste sábado. Aliás, há algumas semanas tem sido assim. Um
dia pior que o outro. Dói durante o meu andar, dói durante o meu parar, antes
de deitar e, como agora, ao acordar. Não é exclusivo eu senti-las. Já tive isso
quando criança e as dores são realmente as mesmas. É tão íntima em mim que
parece que minha infância foi ano passado.
Fiquei inútil por
um bom tempo naquela fase: era obrigado a usar calça o dia inteiro para a pele
não ficar exposta ao sol e aos olhos alheios, que me enchiam de perguntas para
as quais eu não sabia as respostas. Mas, o mais difícil mesmo foi ficar de fora
do futebol por sei lá quanto tempo. Improvisava um banco de reservas na calçada
e ficava sentado nele assistindo a todas as partidas, torcendo e comentando,
com muita vontade de estar ali dentro. Às vezes era tão chato somente ver que
eu deixava de lado os lances e me deitava no banco, olhando para o alto, para o
céu! Aquelas cicatrizes permaneceram por anos e nem sei se todas realmente
foram embora.
Voltando ao presente, fiz tudo diferente:
Demorei a me medicar e tomar outros cuidados, por achar que seria algo
passageiro. E o pior, joguei futebol durante todos esses dias, o que agravou a
situação em minhas pernas, pois além de correr intensamente nos jogos, vez ou
outra caia ou recebia pancadas nas canelas. Amanhecia no dia seguinte todo feliz
pelos gols e pelo bom futebol com os caras, porém com dificuldades após o banho
para lidar com as dores.
Meu descuido era tanto que nem percebi que o
meu tornozelo direito (o osso) sumiu com o inchaço da pele. Mais parecia um pé
daqueles pinguços de carteirinha. Foi a partir daí que a preocupação bateu e eu
fiquei realmente triste em me ver naquele estado. Ficou tão feio que não
suportava olhar para ele por muito tempo. Batia um desespero por um gelo para
pôr em cima. Mas na falta, acabei ficando de molho na cama, repousando o máximo
possível. Era um bom momento para me distrair olhando para o céu. Mas no alto
só havia telhas.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
UMA ENCICLOPÉDIA CHAMADA NILTON SANTOS
Como cresci lendo a Revista Placar, acabei me familiarizando com os grandes nomes e imagens dos jogadores de futebol do Brasil e do mundo. Tantos os atuais quanto os que já haviam encerrado as suas brilhantes carreiras. Me fascinava ler as histórias de vida de cada cara, que quando se vestiam de craques nos gramados, eram aclamados e respeitados por torcedores, inclusive os rivais.
Muitos deles, que fizeram parte das seleções campeãs de 58, 62 e 70, recebiam até apelidos por seus feitos. E isso me chamava a atenção, pois estes apelidos me lembravam títulos de filmes, livros...
Amarildo era O Possesso. Pelé, O Rei do Futebol. Garrincha, O Anjo de Pernas Tortas ou A Alegria do Povo. Jairzinho, O Furacão da Copa (de 70). Zico, O Galinho de Quintino. E Nilton Santos, A Enciclopédia do Futebol. Este, era um dos que me chamavam mais a atenção. Como um lateral-esquerdo poderia receber uma perífrase tão interessante? Anos depois, quando passei a ler mais sobre ele em particular e a assistir suas entrevistas é que fui entender o porquê da "Enciclopédia". Era por causa da sua inteligência que constantemente era usada nas jogadas, muitas vezes, para desconsertar o adversário.
Apaixonado pelo carioca Botafogo, time da Estrela Solitária, a ponto de dedicar todo o seu talento por dezessete anos, demonstrava seu amor em campo e em palavras: " Assinei três contratos em branco, no auge da minha carreira. Era uma prova de amor. Faria tudo de novo. Tudo o que sou devo ao Botafogo. Só vesti duas camisas na vida: a do Botafogo e da Seleção Brasileira."
Das histórias de sua época de jogador, as mais marcantes, pra mim, são a da sua influência na contratação de Garrincha e daquela lance antológico, em que ele deu dois passos para fora da área, evitando o juiz de marcar um pênalti contra a Espanha.
Esse tipo de amor, raríssimo em dias atuais, que se recusa a vestir outro uniforme por uns trocados a mais, vai fazer falta daqui pra diante com sua morte.
Muitos deles, que fizeram parte das seleções campeãs de 58, 62 e 70, recebiam até apelidos por seus feitos. E isso me chamava a atenção, pois estes apelidos me lembravam títulos de filmes, livros...
Amarildo era O Possesso. Pelé, O Rei do Futebol. Garrincha, O Anjo de Pernas Tortas ou A Alegria do Povo. Jairzinho, O Furacão da Copa (de 70). Zico, O Galinho de Quintino. E Nilton Santos, A Enciclopédia do Futebol. Este, era um dos que me chamavam mais a atenção. Como um lateral-esquerdo poderia receber uma perífrase tão interessante? Anos depois, quando passei a ler mais sobre ele em particular e a assistir suas entrevistas é que fui entender o porquê da "Enciclopédia". Era por causa da sua inteligência que constantemente era usada nas jogadas, muitas vezes, para desconsertar o adversário.
Apaixonado pelo carioca Botafogo, time da Estrela Solitária, a ponto de dedicar todo o seu talento por dezessete anos, demonstrava seu amor em campo e em palavras: " Assinei três contratos em branco, no auge da minha carreira. Era uma prova de amor. Faria tudo de novo. Tudo o que sou devo ao Botafogo. Só vesti duas camisas na vida: a do Botafogo e da Seleção Brasileira."
Das histórias de sua época de jogador, as mais marcantes, pra mim, são a da sua influência na contratação de Garrincha e daquela lance antológico, em que ele deu dois passos para fora da área, evitando o juiz de marcar um pênalti contra a Espanha.
Esse tipo de amor, raríssimo em dias atuais, que se recusa a vestir outro uniforme por uns trocados a mais, vai fazer falta daqui pra diante com sua morte.
"Tu, em campo,
parecias tantos,
e no entanto,
que encanto!
Eras um só,
Nilton Santos."
(Armando Nogueira)
Brasilino Júnnior, 28 de novembro de 2013.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
NÃO PERGUNTE A MINHA IDADE
Aprendi que não existe crianças, adolescentes, adultos e idosos. Não há idade. Não há novo. Não há velho. Existem idades, mas a fronteira que os outros dão a cada uma delas não, necessariamente, precisa ser a mesma que você dá a sua.
A biologia da vida nem sempre respeita a cronologia do tempo. Ou vice-versa. O novo nasce "velho" e o velho ainda é "novo". Na forma e no conteúdo. No corpo e na alma.
Para quê contar a idade, se você sonha com a eternidade? Para quê contar aos outros sua idade, se o que vai contar é a sua (falta de ) maturidade?
A quantidade de aniversários comemorados nem sempre acompanha os nossos passos. Para alguns, os passos estão bem adiantados. Para muitos, eles ainda estão atrasados. Depende do que cada um recebe da vida.
Brasilino Júnnior, 26 de novembro de 2013.
"É melhor ser velho com cara de novo do que novo com cara de velho." (Brasilino Júnnior, na infância)
"Viva a sua vida e esqueça a sua idade." (Francis Bering)
"Números são apenas números! Só pergunto a idade pra saber o tamanho da mente." (Felipe Ferreira)
"Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem." (Sandy Leah)
"A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades." (Nelson Rodrigues)
"Eu sou aquela pessoa que não aparenta a idade que tem. Nunca me incomodei, as outras pessoas sim." (Brasilino Júnnior em Eu Sou Aquela Pessoa, 24/11/2009)
"Idade é para carteira de identidade." (Brasilino Júnnior, 11/05/2010)
"Velho eu? A idade é só um número!" (Brasilino Júnnior, 2012)
"Idade nem sempre denota maturidade." (Brasilino Júnnior, 26/07/2013)
"Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me-dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada."
(Álvaro de Campos)
A biologia da vida nem sempre respeita a cronologia do tempo. Ou vice-versa. O novo nasce "velho" e o velho ainda é "novo". Na forma e no conteúdo. No corpo e na alma.
Para quê contar a idade, se você sonha com a eternidade? Para quê contar aos outros sua idade, se o que vai contar é a sua (falta de ) maturidade?
A quantidade de aniversários comemorados nem sempre acompanha os nossos passos. Para alguns, os passos estão bem adiantados. Para muitos, eles ainda estão atrasados. Depende do que cada um recebe da vida.
Brasilino Júnnior, 26 de novembro de 2013.
"É melhor ser velho com cara de novo do que novo com cara de velho." (Brasilino Júnnior, na infância)
"Viva a sua vida e esqueça a sua idade." (Francis Bering)
"Números são apenas números! Só pergunto a idade pra saber o tamanho da mente." (Felipe Ferreira)
"Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem." (Sandy Leah)
"A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades." (Nelson Rodrigues)
"Eu sou aquela pessoa que não aparenta a idade que tem. Nunca me incomodei, as outras pessoas sim." (Brasilino Júnnior em Eu Sou Aquela Pessoa, 24/11/2009)
"Idade é para carteira de identidade." (Brasilino Júnnior, 11/05/2010)
"Velho eu? A idade é só um número!" (Brasilino Júnnior, 2012)
"Idade nem sempre denota maturidade." (Brasilino Júnnior, 26/07/2013)
"Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me-dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada."
(Álvaro de Campos)
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
MEMÓRIAS DE UMA MEMÓRIA SOLITÁRIA
Hoje acordei com uma notícia boa: Solitude, um texto
de minha autoria teve, exatamente seis meses depois de escrito, 46 reblogs no
Tumblr da Jéssica Zampieri, do estado de São Paulo (http://trechosdaliteratura.tumblr.com/). É um dos
meus preferidos e lembro como e quando o escrevi, naquele fim-de-semana solar e
solitário. Gosto dele porque tive a felicidade de escolher as palavras certas
para expressar no papel aquilo que passeava em meus pensamentos. Talvez tenha
sido isso, essa precisão textual, que tenha agradado a estas 46 pessoas, pois
ele não é um “texto coletivo”, muito pelo inverso, é bem pessoal até! E pensar
que ele quase foi para o ralo…
Com a
preguiça de buscar um papel e uma caneta, escrevi de onde eu estava, num quase
descarregado celular. A bateria, já bem comprometida, não suportou as primeiras
palavras e deu um “até mais”. Eu, sem mais, corri à procura da primeira folha
virgem que encontrei na mesa e consegui passar para o papel em branco
exatamente as mesmas palavras, pois elas ainda estavam vivas em mim.
Solitude
fala de algumas mudanças (algumas delas contra a minha vontade) que sofri desde
a infância até aqui, das mudanças tecnológicas que interferiram nos meios de
comunicação e de como a maioria das pessoas não aprenderam ainda a fazer o bom
uso disso.
Brasilino Júnnior, 18 11 13.
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