terça-feira, 20 de agosto de 2013

FISICAMENTE FALANDO


Quando estou com os olhos dentro das páginas de algum livro ou com os ouvidos entretidos em um fone ouvindo música, raramente sinto-me só. Se pensar bem, eu nem estou mesmo sozinho. A literatura e as letras cantadas têm este maravilhoso poder de nos fazer companhia quando estamos fisicamente solitários, quer seja numa praia, praça ou na sala de casa. Lugares onde um dia você esteve acompanhado de pessoas e vozes.
Deus, quanto tempo perdi! Quantos autores e cantores eu apenas cumprimentei e parti, em busca de rostos que nunca me deram oportunidade apenas de olhar em seus olhos. Ou, simplesmente perguntar se a vida ia bem. Mas hoje não. Hoje não dou mais este prazer àqueles que nem sequer merecem a minha saudade. Se ela lembrar que eu ainda existo, logicamente, não irei rejeitá-la da mesma forma que fui descartado.
Quando você sentir a falta da minha presença, saiba que não sumi da sua vida. Apenas respeitei o teu desejo de não me ter por perto, certo?




Brasilino Júnnior


São Luís-MA, 19 de agosto de 2013.






domingo, 11 de agosto de 2013

PRÓXIMOS DOMINGOS

Um Feliz Dia dos Pais para o melhor pai que conheço! Obrigado pela responsabilidade de carregar seu nome no meu!
Obrigado pela sua presença em minha vida, mesmo quando estamos distantes um do outro, ligados apenas pelas lembranças.
Muito do que eu sei hoje, aprendi mais com você do que na escola, independente do assunto (política, futebol, música, trabalho, personalidades).
Que possamos prosear muito ainda nos próximos domingos de agosto, setembro, outubro...


Do seu 10º filho Brasilino Jr.
10/08/13-11:51pm
São Luís-MA 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

MEU INVERNO NÃO É TRISTE


Continua chovendo… Está frio! Não irei sair para lugar nenhum, eu gosto de chuva. O dia está lindo! Quem me dera fosse sempre assim: Eu aqui, sentada na sala, olhando através da janela a força dos pingos d’água se arremessando ao chão. Mas, sei aproveitar o momento, pois, mesmo sem nuvens, o céu é contemplável. E então, minha alma se enriquece daquela visão e me faz esquecer-me por alguns instantes dos problemas que me aparecem.

Admirável é em mim este poder de parar para visualizar a natureza. Não importa qual ela seja. Independente da sua estação. Eles não são como nós, poeta, que só sabem escrever a palavra verão em suas agendas, nos seus cadernos de anotações. Gritam pelo sol como um esfomeado, sedento por comida. Mas, quando este surge com seus raios intensos beijando suas faces, buscam apressadamente um esconderijo, como a sombra mais próxima de uma centenária árvore.

Ainda bem que eu não sou assim. Ainda bem que nós não somos assim. Pois aprendi desde cedo que não é a cor do céu que interfere em nossos sentimentos. Somos nós que decidimos como vamos nos portar diante do calor ou do frio. Ainda é 09 :36 da manhã deste sábado. Diferente dos outros, não irei me entristecer se o dia for inteiro assim…




FIM




Autores: Ivaniely Morais e Brasilino Júnnior 

domingo, 21 de julho de 2013

FELIZ DIA DO AMIGO




Os meus amigos devem estar escondidos em algum lugar, ainda não os encontrei. Não sei o que tem feito mudar o conceito de amizade nas pessoas. Amigo tem sido cada vez mais raro e se não estivesse falando de seres humanos, acho que encontraríamos um no museu ou em algum antiquário.

Gostaria muito de saber o que as pessoas tem colocado no lugar deste sentimento que, para muitos, é mais importante que o amor. Talvez um Ipod ou um Ipad. Ai de mim, que guardo princípios que poucos ainda conservam nos dias atuais.

Aqueles a quem contávamos nos dedos de uma só mão, nos frustram de alguma forma a ponto de me fazer pensar que nem só os medicamentos contém prazos de validade! E aquele “camarada” que ia à sua casa e te considerava um irmão, nem te cumprimenta mais com a mão. Quem te deu nota 10 no bimestre passado, não te dá nem um 5 neste, mesmo você acertando todas as questões daquela matéria. O companheirismo me parece que perdeu de vez a sua vez para o sempre convencido individualismo.

Uma conversa como aquela não mais se repetirá. Entenda que simplesmente seu prazo acabou e você precisa se reciclar para, um outro alguém, agradar. Não se entristeça se a mesma pessoa que dizia “eu te amo” não te diz mais nada, nem uma palavra. Você não é o único, se te serve como consolo.

Quem me ligou ou fez questão de me dar um abraço no 20 de julho do ano passado não apareceu este ano. Tenho motivos para pensar que quem me chamou de amigo neste ano não surgirá no próximo…

Um por um e todos por nenhum…



Feliz Dia do Amigo para quem foi um dia meu amigo.



Brasilino Júnnior, 20 de julho de 2013, 10:50 pm

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SOLITUDE

                                                        


Com os olhos fixos no céu por algum tempo, minha visão escureceu quando voltei meu olhar para dentro de casa. Costumava fazer isso antigamente. Atualmente, pouca coisa ficou. Os anos passaram e levaram muito do que eu era: Eu não usava óculos; os pequenos cachos enrustidos deram lugar a tranças grandes. Era comum um boné na cabeça. Hoje sou mais adepto dos gorros. Ainda gosto de ler e escrever e ouvir música, além de procurar desenhos nas nuvens. Muitos dos meus K7's estão dando vida a poeiras dentro de alguma caixa esquecida. Acredito que leio menos do que antes e minha caligrafia mudou freqüentemente. Nunca mais recebi uma carta destinada a mim. Os meios de comunicação mudaram. No entanto, os erros de português eram autênticos, diferentemente de hoje, em que escrever errado, propositalmente, é quase uma lei. Outorgada por alguém que desconheço e por um motivo que ignoro. Independente disso, tenho muitos contatos (perfis em redes sociais e números na agenda telefônica), mas poucos contatos (comunicação). Eu deveria sentir-me menos solitário agora do que quando eu tinha apenas 9 anos.




Texto: Brasilino Júnnior.
São Luís, 15,16/06/13. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

MEU POETA PREFERIDO NUNCA ESCREVEU UM LIVRO



 Pelo fato de escrever poesias, é comum as pessoas me perguntarem qual é o escritor que mais admiro. Para não deixar ninguém sem resposta, eu acabo citando alguns. Pois, na verdade, não tive oportunidade de ler tantos livros do gênero, a ponto de criar afinidade por algum poeta.
 Sem dúvida alguma, onde mais recebi influência para escrever foi na música, uma parente não muito distante da poesia. Sempre gostei de ler letras de músicas, independente do cantor ou gênero. Quando o encarte do CD é composto apenas por fotos e informações básicas, fico até desapontado, pois algumas palavras quando cantadas lembram outras palavras, e a canção, às vezes, ganha um outro sentido, quando não perde o único que ali existe. Vindo deste princípio, os álbuns musicais eram na minha infância e adolescência, como livros, tamanha era a viagem que eu fazia trancado no quarto.
 Neste período, comecei a gostar das letras das bandas do rock nacional. Das que surgiram nos anos 80 e 90, gosto de quase todas. Algumas mais, outras menos. As músicas de protesto foram as primeiras com que me identifiquei. Acho que por isso abracei o rock and roll, pois neste sentido, ele traduzia muito do que eu pensava como cidadão comum. Destas, a que mais me impressionou foi a brasiliense Legião Urbana. Eu já conhecia algumas canções (Eduardo e Mônica,  Faroeste Caboclo, Há Tempos, Pais e Filhos) que costumavam tocar no primeiro rádio a pilha que meu pai me deu, lá nos meus 8 anos de idade. Mas, nesse período eu não sabia o nome de muitos artistas.
 Somente cinco anos depois, quando tive acesso ao terceiro disco deles que minha vida nunca mais foi a mesma. Ao ler aquela primeira estrofe de Que País É Este?, percebi que tinha ali uma nova possibilidade, um novo caminho para encarar a vida. Era rebeldia, mas não era uma rebeldia vazia (tatuagens, piercings e roupas pretas), era uma rebeldia de dentro pra fora, com poesia (letra) e melodia (voz, violão, guitarra, teclado, baixo e bateria).
O que me impulsionou a gostar da Legião foram as letras. Mas, tudo neles me agradava: a voz e a forma de como Renato Russo interpretava as canções que ele escrevia, a batida que Marcelo Bonfá fazia em sua bateria e os acordes que Dado Villa-Lobos tocava em sua guitarra. Era tudo tão simples e ao mesmo tempo tão sofisticado. Até hoje quando escuto ou leio alguma letra, volto a sentir aquela sensação indescritível de anos atrás.
Ao longo do tempo adquiri bastante material da banda ou de algum integrante em especial. Entre estes, está Alfabeto Urbano, um caderno escrito por mim, quando tinha 16 anos. Nele contém todas as letras da Legião Urbana em ordem alfabética e cronológica todas as poesias escritas por Renato Russo. Este poeta genial do rock que nasceu dia 27 de março de 1960 no Rio de Janeiro e que em apenas 36 anos escreveu sua marca no mundo da música e nos corações perfeitos dos filhos e netos da revolução.


Obrigado Legião Urbana.







Urbana Legio Omnia Vincit
Ouça No Volume Máximo
Força Sempre





Brasilino Júnnior, 27 de março de 2013. 



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

-A ALEGRIA SOLITÁRIA DE MIM MESMO-


É estranha a sensação de ser ou estar feliz sozinho. Enquanto o coração está radiante de felicidade lá dentro, os movimentos do corpo aqui fora parecem denunciar outras sensações internas. Senti-me hoje assim, aliás ontem, pois os ponteiros do relógio na parede já anunciam um novo dia.

Independente se hoje já é amanhã ou ontem ainda está no hoje, o fato é que quando se está tomado por inteiro de alegria, seja lá qual for o motivo dela, sentimos a sensação de culpa por estarmos naquele estado sozinho, enquanto as outras pessoas próximas a você, embora não estejam melancólicas, não estão sorridentes e não estão nem aí para a alegria que deixa seu perfume em todo o ambiente.

Não cheguei a muitas conclusões. Nem sei se minha intenção era esta. Só sei que sou diferente: Costumo alegrar-me com os alegres e me entristecer com os tristes. E nem preciso conhecê-los pessoalmente. Sem forçar a barra para que isso aconteça, lógico! Não sou imune a sentimentos alheios. Sem perceber, já estou contaminado e contagiando quem estiver por perto.

Sem perceber, deixo escapar entre uma gargalhada e um riso, algum indício exterior que demonstre que estou bastante feliz. Como não sei quando ela vai embora, já que a tristeza pode voltar a qualquer hora, aproveito o momento, sem muito me preocupar com o tempo que ele vai durar.





Escrito por Brasilino Júnnior nas datas 13/12/12 às 12:46 am e 06/02/13 às 09:15 am em São Luís-MA.