Um Feliz Dia dos Pais para o melhor pai que conheço! Obrigado pela responsabilidade de carregar seu nome no meu!
Obrigado pela sua presença em minha vida, mesmo quando estamos distantes um do outro, ligados apenas pelas lembranças.
Muito do que eu sei hoje, aprendi mais com você do que na escola, independente do assunto (política, futebol, música, trabalho, personalidades).
Que possamos prosear muito ainda nos próximos domingos de agosto, setembro, outubro...
Do seu 10º filho Brasilino Jr.
10/08/13-11:51pm
São Luís-MA
domingo, 11 de agosto de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
MEU INVERNO NÃO É TRISTE
Continua chovendo… Está frio! Não irei sair para lugar
nenhum, eu gosto de chuva. O dia está lindo! Quem me dera fosse sempre assim:
Eu aqui, sentada na sala, olhando através da janela a força dos pingos d’água
se arremessando ao chão. Mas, sei aproveitar o momento, pois, mesmo sem nuvens, o
céu é contemplável. E então, minha alma se enriquece daquela visão e me faz
esquecer-me por alguns instantes dos problemas que me aparecem.
Admirável é em mim este poder de parar para visualizar
a natureza. Não importa qual ela seja. Independente da sua estação. Eles não
são como nós, poeta, que só sabem escrever a palavra verão em suas agendas, nos
seus cadernos de anotações. Gritam pelo sol como um esfomeado, sedento por
comida. Mas, quando este surge com seus raios intensos beijando suas faces,
buscam apressadamente um esconderijo, como a sombra mais próxima de uma
centenária árvore.
Ainda bem que eu não sou assim. Ainda bem que nós não
somos assim. Pois aprendi desde cedo que não é a cor do céu que interfere em
nossos sentimentos. Somos nós que decidimos como vamos nos portar diante do
calor ou do frio. Ainda é 09 :36 da manhã deste sábado. Diferente dos outros,
não irei me entristecer se o dia for inteiro assim…
FIM
Autores: Ivaniely Morais e Brasilino Júnnior
domingo, 21 de julho de 2013
FELIZ DIA DO AMIGO
Os meus
amigos devem estar escondidos em algum lugar, ainda não os encontrei. Não sei o
que tem feito mudar o conceito de amizade nas pessoas. Amigo tem sido cada vez
mais raro e se não estivesse falando de seres humanos, acho que encontraríamos
um no museu ou em algum antiquário.
Gostaria
muito de saber o que as pessoas tem colocado no lugar deste sentimento que,
para muitos, é mais importante que o amor. Talvez um Ipod ou um Ipad. Ai de
mim, que guardo princípios que poucos ainda conservam nos dias atuais.
Aqueles a
quem contávamos nos dedos de uma só mão, nos frustram de alguma forma a ponto
de me fazer pensar que nem só os medicamentos contém prazos de validade! E
aquele “camarada” que ia à sua casa e te considerava um irmão, nem te
cumprimenta mais com a mão. Quem te deu nota 10 no bimestre passado, não te dá
nem um 5 neste, mesmo você acertando todas as questões daquela matéria. O
companheirismo me parece que perdeu de vez a sua vez para o sempre convencido
individualismo.
Uma conversa
como aquela não mais se repetirá. Entenda que simplesmente seu prazo acabou e
você precisa se reciclar para, um outro alguém, agradar. Não se entristeça se a
mesma pessoa que dizia “eu te amo” não te diz mais nada, nem uma palavra. Você
não é o único, se te serve como consolo.
Quem me
ligou ou fez questão de me dar um abraço no 20 de julho do ano passado não
apareceu este ano. Tenho motivos para pensar que quem me chamou de amigo neste
ano não surgirá no próximo…
Um por um
e todos por nenhum…
Feliz Dia
do Amigo para quem foi um dia meu amigo.
Brasilino
Júnnior, 20 de julho de 2013, 10:50 pm
segunda-feira, 17 de junho de 2013
SOLITUDE
Com os olhos fixos no céu por algum tempo, minha visão escureceu quando voltei meu olhar para dentro de casa. Costumava fazer isso antigamente. Atualmente, pouca coisa ficou. Os anos passaram e levaram muito do que eu era: Eu não usava óculos; os pequenos cachos enrustidos deram lugar a tranças grandes. Era comum um boné na cabeça. Hoje sou mais adepto dos gorros. Ainda gosto de ler e escrever e ouvir música, além de procurar desenhos nas nuvens. Muitos dos meus K7's estão dando vida a poeiras dentro de alguma caixa esquecida. Acredito que leio menos do que antes e minha caligrafia mudou freqüentemente. Nunca mais recebi uma carta destinada a mim. Os meios de comunicação mudaram. No entanto, os erros de português eram autênticos, diferentemente de hoje, em que escrever errado, propositalmente, é quase uma lei. Outorgada por alguém que desconheço e por um motivo que ignoro. Independente disso, tenho muitos contatos (perfis em redes sociais e números na agenda telefônica), mas poucos contatos (comunicação). Eu deveria sentir-me menos solitário agora do que quando eu tinha apenas 9 anos.
Texto: Brasilino Júnnior.
São Luís, 15,16/06/13.
quarta-feira, 27 de março de 2013
MEU POETA PREFERIDO NUNCA ESCREVEU UM LIVRO
Pelo fato de escrever
poesias, é comum as pessoas me perguntarem qual é o escritor que mais admiro.
Para não deixar ninguém sem resposta, eu acabo citando alguns. Pois, na
verdade, não tive oportunidade de ler tantos livros do gênero, a ponto de criar
afinidade por algum poeta.
Sem dúvida alguma, onde
mais recebi influência para escrever foi na música, uma parente não muito
distante da poesia. Sempre gostei de ler letras de músicas, independente do
cantor ou gênero. Quando o encarte do CD é composto apenas por fotos e
informações básicas, fico até desapontado, pois algumas palavras quando
cantadas lembram outras palavras, e a canção, às vezes, ganha um outro sentido,
quando não perde o único que ali existe. Vindo deste princípio, os álbuns
musicais eram na minha infância e adolescência, como livros, tamanha era a
viagem que eu fazia trancado no quarto.
Neste período, comecei a
gostar das letras das bandas do rock nacional. Das que surgiram nos anos 80 e
90, gosto de quase todas. Algumas mais, outras menos. As músicas de protesto
foram as primeiras com que me identifiquei. Acho que por isso abracei o rock
and roll, pois neste sentido, ele traduzia muito do que eu pensava como cidadão
comum. Destas, a que mais me impressionou foi a brasiliense
Legião Urbana. Eu já conhecia algumas canções (Eduardo e Mônica, Faroeste
Caboclo, Há Tempos, Pais e Filhos) que costumavam tocar no primeiro rádio a
pilha que meu pai me deu, lá nos meus 8 anos de idade. Mas, nesse período eu
não sabia o nome de muitos artistas.
Somente cinco anos
depois, quando tive acesso ao terceiro disco deles que minha vida nunca mais
foi a mesma. Ao ler aquela primeira estrofe de Que País É Este?, percebi que
tinha ali uma nova possibilidade, um novo caminho para encarar a vida. Era
rebeldia, mas não era uma rebeldia vazia (tatuagens, piercings e roupas pretas),
era uma rebeldia de dentro pra fora, com poesia (letra) e melodia (voz, violão,
guitarra, teclado, baixo e bateria).
O que me impulsionou a gostar da Legião foram as letras. Mas,
tudo neles me agradava: a voz e a forma de como Renato Russo interpretava as
canções que ele escrevia, a batida que Marcelo Bonfá fazia em sua bateria e os
acordes que Dado Villa-Lobos tocava em sua guitarra. Era tudo tão simples e ao
mesmo tempo tão sofisticado. Até hoje quando escuto ou leio alguma letra, volto
a sentir aquela sensação indescritível de anos atrás.
Ao longo do tempo adquiri bastante material da banda ou de algum
integrante em especial. Entre estes, está Alfabeto Urbano, um caderno escrito
por mim, quando tinha 16 anos. Nele contém todas as letras da Legião Urbana em
ordem alfabética e cronológica todas as poesias escritas por Renato Russo. Este poeta genial do rock que nasceu
dia 27 de março de 1960 no Rio de Janeiro e que em apenas 36 anos escreveu sua
marca no mundo da música e nos corações perfeitos dos filhos e netos da
revolução.
Obrigado Legião Urbana.
Urbana Legio Omnia Vincit
Ouça No Volume Máximo
Força Sempre
Brasilino Júnnior, 27 de março de 2013.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
-A ALEGRIA SOLITÁRIA DE MIM MESMO-
É estranha a
sensação de ser ou estar feliz sozinho. Enquanto o coração está radiante de
felicidade lá dentro, os movimentos do corpo aqui fora parecem denunciar outras
sensações internas. Senti-me hoje assim, aliás ontem, pois os ponteiros do
relógio na parede já anunciam um novo dia.
Independente
se hoje já é amanhã ou ontem ainda está no hoje, o fato é que quando se está
tomado por inteiro de alegria, seja lá qual for o motivo dela, sentimos a
sensação de culpa por estarmos naquele estado sozinho, enquanto as outras
pessoas próximas a você, embora não estejam melancólicas, não estão sorridentes
e não estão nem aí para a alegria que deixa seu perfume em todo o ambiente.
Não cheguei
a muitas conclusões. Nem sei se minha intenção era esta. Só sei que sou
diferente: Costumo alegrar-me com os alegres e me entristecer com os tristes. E
nem preciso conhecê-los pessoalmente. Sem forçar a barra para que isso
aconteça, lógico! Não sou imune a sentimentos alheios. Sem perceber, já estou
contaminado e contagiando quem estiver por perto.
Sem perceber, deixo escapar entre uma gargalhada e um riso, algum indício exterior
que demonstre que estou bastante feliz. Como não sei quando ela vai embora, já
que a tristeza pode voltar a qualquer hora, aproveito o momento, sem muito me
preocupar com o tempo que ele vai durar.
Escrito por
Brasilino Júnnior nas datas 13/12/12 às 12:46 am e 06/02/13 às 09:15 am em São
Luís-MA.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
SOBRE OS TEUS E OS MEUS SONHOS
O ano começa e começamos a planejar várias coisas. Muitas delas que
poderiam ter sido concretizadas no ano que acabou de acabar. O reinício da rotina,
após trocas de presentes e mensagens calorosas, faz com esqueçamos rápido tudo
aquilo que desejamos e almejamos. Todos aqueles que beijamos e abraçamos…
Tudo porque deixamos os nossos sonhos apenas na vontade que eles se
realizem por conta própria, como num passe de mágica. Fazendo questão de
esquecer que eles (os nossos sonhos) só chegam até nós, trazidos pelas nossas
mãos suadas, quando vamos até onde eles estão. Eles nunca vem apenas pelo
sopro do vento. Alguns sim, mas não ficarão por muito tempo.
É por isso que estou escrevendo sobre isso. Pois me lembrei agora de tantas
felicitações de pessoas que só me aparecem entre o Natal e o 1º dia do mês de
janeiro. E somem de mim durante todo o resto do ano.
É, estou do lado daqueles que
ouvem as palavras que não se praticam. Daquelas que enfeitam cartões e caixas
de entrada apenas. Mas, estou também do lado dos que no dia-a-dia lutam para
realizar os sonhos que moram na mente e que fazem bater mais forte o coração.
Dos mais simples, como estar todos os dias do ano com quem só surge
eventualmente, aos mais nobres, como se você estivesse no mais alto nível de um
pódio.
Falando nisso, vou correr atrás dos meus nobres e simples! E você? Vai
continuar do mesmo lado dos braços cruzados?
Brasilino Júnnior, 28 de janeiro de 2013.
São Luís-MA, 05:23 PM
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